Inove com a Nuvem!

Inovação é a busca que permeia as condutas de empresas e pessoas nas últimas décadas. Todo mundo quer inovar. Fazer diferente, criar algo que não existia até então ou aperfeiçoar aquilo que já funciona muito bem – seja fundando uma startup ou mudando processos e produtos em empresas já consolidadas, não importa. Mas inovar não é fácil, não é uma ciência exata e nem mesmo uma receita replicável. Aliás, em geral, é exatamente o oposto disso tudo.

Entretanto, desde o surgimento da computação em nuvem, mais precisamente a partir de 2008, lançar novas soluções e aplicativos ficou muito mais suave, dinâmico, escalável e principalmente barato. As tendências tecnológicas concretizadas graças à nuvem (como mobility, analytics, big data e social media) e o próprio poder de computação da cloud mudaram completamente a maneira como desenvolvemos e consumimos tecnologia. É retórico questionar aqui se o leitor se imagina hoje sem WhatsApp, Uber, Netflix, Airbnb

Se você pensa em desenvolver uma aplicação, certamente imagina fazê-la aderente à nuvem. E você pode iniciar seu projeto agora mesmo, em um dos grandes players que oferecem infraestrutura completa para hospedagem, gerenciamento e segurança do seu produto a custo inicial (normalmente) ZERO. Exemplos de fornecedores do tipo são as grandes empresas que oferecem cloud pública como Amazon (AWS), Microsoft Azure, Google, dentre outras. Se algo der errado ou você simplesmente quer mudar o rumo do seu projeto, pode fazê-lo quantas vezes achar necessário, sem traumas, investimentos em infraestrutura física ou pessoas. Você pode literalmente iniciar sua startup como um “exército de um homem só”, mas com o mesmo nível tecnológico de aplicações consolidadas. E isso é sem precedentes.

Um case de sucesso e 100% brasileiro no segmento é o NuBank, startup de serviços financeiros que oferece aos seus clientes um cartão de crédito sem taxas e com juros menores que as opções tradicionais. O NuBank pode ser gerenciado pelos próprios clientes usando seus dispositivos iOS e Android e já nasceu como uma aplicação em nuvem. Segundo a própria companhia, o Nubank desenvolveu sua plataforma de processamento em apenas sete meses e, desde então, adicionou novas funcionalidades num modelo contínuo de melhoramento de software – tudo graças a plataforma e infraestrutura em nuvem financeiramente viáveis na fase inicial do projeto.

O que muita gente não sabe é sobre a possibilidade de aproveitar o CONCEITO de cloud computing, inclusive internamente na sua organização, com a infraestrutura de hardware, rede de dados e softwares que já existem. Sua empresa ou cliente não precisa consumir serviços de um grande player para usufruir da elasticidade proposta pela nuvem. Plataformas como o OpenStack, por exemplo, totalmente open-source (sem custos com licenças) – possibilitam a criação de uma nuvem privada e ao mesmo tempo com capacidade de integrar-se à nuvem pública (AWS, Azure, etc..) – o que chamamos de um modelo híbrido. Você pode escolher as cargas de trabalho que deseja rodar ‘dentro de casa’ e aquilo que vale mais a pena (computacionalmente ou financeiramente) rodar no seu fornecedor de cloud.

Você pode ter muitas razões para não querer inovar ou não empreender, mas certamente altos custos e longos períodos para criar a infraestrutura de TI necessária não pode estar entre elas. Lembre-se que estamos na Era da ‘computacionalidade’ e não mais na Era dos ‘computadores’, então aprenda mais e aproveite todas as possibilidades.

  • SOUL_OF_ROOT

    Jack, você irá postar amanhã artigo que fala sobre a desvalorização do profissional brasileiro de informática?

    No passado, você postou o seguinte comentário para o post que você postou no BR-Linux:

    “Concordo que a nossa área está mesmo prostituída em alguns segmentos e principalmente em empresas de pequeno e médio porte, que não tem discernimento para separar o joio do trigo (o profissional “barato” do bom profissional), mas isso não significa que seja uma máxima em todos os segmentos e tamanhos de empresas.”

    A nossa área ainda está mesmo prostituída em alguns segmentos e principalmente em empresas de pequeno e médio porte?

    Se sim, por favor, fale o máximo possível de detalhes que você puder falar sobre isso.